A luta dos contrários no tabuleiro de Xadrez

A luta dos contrários no tabuleiro de Xadrez

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O tabuleiro de Xadrez expressa o antagônico: o Bem e o Mal; a Verdade e a Falsidade; a Luz e as Trevas; o Movimento e a Inércia, o Ativo e o Passivo e tudo o que medra no piso da vida humana. Expressa o Espírito e a Matéria, unidos, mas não confundidos . Os contrastes não representam, em si, um mal, pois o antagônico se torna um ponto de referência, um norte, para nosso caminhar. Nossos sentidos, por exemplo, só funcionam pelos contrastes, que definem diferenças e limites, estabelecendo a percepção. Sem contraste a uniformidade de cada elemento confundiria nossa percepção com o Nada. Assim é também na Natureza, onde numerosas formas de antagonismos se harmonizam num essencial equilíbrio dinâmico.

O Número de casas do tabuleiro de Xadrez não foi fixado ao acaso. O nº 64 surge em algumas lendas importantes: a mãe de Buda, segundo a tradição, deveria nascer de uma família com 64 espécies de qualidades; a tradição chinesa assinala que Confúcio teria tido 64 gerações desde Houang-Ti, fundador da dinastia; segundo S. Lucas, Jesus teria nascido 64 gerações depois de Adão.

Assim como o número de casas do tabuleiro não fora estabelecido arbitrariamente, certamente não o foram as características de cada peça do jogo, como se analisará rapidamente: Peão – move-se só para frente, 1 casa por vez, exceto no 1º lance, quando, opcionalmente, poderá ser 2. É a única peça à qual não se permite recua e que não captura peças adversárias em seu caminho, mas apenas nas casas diagonais, imediatamente à frente. Representa os sentidos, que podem se enganar, mas jamais negar a sensação, ou seja, recuar. Cavalo – move-se sempre por 3 casas, numa trajetória obrigatoriamente em L (esquadro). É única peça a que se permite saltar por cima de qualquer obstáculo. Bispo – se desloca por quantas casas livre dispuser, mas apenas pelas diagonais, motivo pelo qual só anda por casas de uma mesma cor. Torre – se desloca nas horizontais e verticais, por quantas casas livres dispuser. Rainha (Queen) combina os movimentos da Torre e do Bispo, movendo-se em todas as direções, por quantas casas livres dispuser. Representa a Alma. Rei – é o Espírito que não pode ser destruído, sob pena de acabar o jogo, e nem, ao menos, pode permanecer sob ataque. Este espírito, preso como está à Materia, tem suas possibilidades bastante reduzidas, só movendo 1 casa por vez, embora em qualquer direção.

Dos jogadores, um conduz peças brancas, outro peças pretas. No simbolismo das forças atuantes, eles representam as forças que, de fora do mundo, o governam: o de brancas, o Bem, o de pretas, o Mal. Do mesmo modo que, pela ação do Bem, se iniciou o Jogo Cósmico, no qual procuram intervir, continuamente, as forças do Mal, também no Xadrez cabe ao condutor das brancas o privilégio de iniciar o jogo. Por isso é apontado por sorteio.

O início do jogo exige uma disposição regular das peças. Na 1ª fila, do lado das brancas, se dispõe, da esquerda para a direita, Torre-Cavalo-Bispo-Dama-Rei-Bispo Cavalo-Torre. Do lado das pretas a ordem é a mesma, exceto por uma significativa alteração: A alteração: A Rainha troca de lugar com o Rei. Isso faz com que a Dama e o Rei fiquem frente a frente com seus colegas adversários, e, mais, o Rei Preto fica em casa branca, e o Rei Branco em casa preta. A 2ª fila é ocupada por peões, nos dois lados.

Fonte: A Verdade

 

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